perdi o meu aviao
live today as it could may become your last
Sábado, 7 de Abril de 2012
tou cheio de fome
existe uma linha de tempo inperceptivel e determinante. tens um tempo certo para tudo e as influencias sao fruto desse momento utopico. a percepçao, o feedback, depende tudo do background. a tua reacçao é um conjunto de influencias assimiladas em simultaneo, naquele momento certo. é sempre o momento certo, é sempre um jogo, uma investida, é sempre um acaso. é inevitavel escreveres a tua historia, chama-se memoria e faz estragos incriveis, o registo é cruel e os registos sao apenas isso. a crueldade é uma fonte real, a realidade é um bicho mau e o ódio nao é menos justo do que o amor. pelo contrario.
o que eu gosto mais em ti
palavras são palavras, não são conjuntos de palavras. isso são frases e textos, intenções. o que eu gosto mais em ti é gostares de palavras. mas já não gosto de ti.
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
chours
so i'm this bird.. yeah. sometimes you feel so lost you blame yourself above everything else. the true is love aint true and there's nothing to blame. you're not depressed you're only alone, and that is the way you chose to live your life. the thing is, you still don't know it, you still believe, you still not so empty as you should be. now take a minute, stop and think. what the fuck are you doing in your life that you can say is real? just take a minute to think about that. what is real for you, now do it.
Terça-feira, 27 de Março de 2012
all women are mandy lane
women are never what expected. you lose time on women, you lose money, you lose yourself. the vice corrupts the thinking and you lose a little bit more of your soul at each woman of your life. the problem is you know that but you just let yourself go and go, further and further, deeper and deeper until you get so dark you can't fuckin feel anymore, and you don't even know when you stoped being able to. you start drinking and smoking too much 'cause you got no soul to be taken and your body asks for an end, you just can't feel it. you know you did sometime, and you stick to that so you got a reason to keep it goin', but you truly don't. there is no reason, there is no wrong. there is no woman for you, there is no love. all you got left is intensity, being real. you know this when you can't love yourself anymore and still it doesn't make you feel bad. it's ok, you couldn't live longer, not without soul. mandy lane aint a bitch, she's your prototype. i love mandy lane, now kill the shit out of me already.
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
never enough of an asshole
sem querer entendi que esse mundo entre whisky e cigarros, e livros e catarro, e as mulheres que se deitam ao meu lado, com ou sem musica de fundo, e no fundo acompanhado por companhias pontuais, sao meia duzia de ideais que aprendi a construir. os cigarros sao reflexoes que os whiskys incomodam, a sanidade que incomoda o pensamento e isto é uma estranha forma de vida. os meus livros sao pequenos expectros de realidades que prefiro viver, mudanças de temperamento e viagens que eu faço, que eu fiz, que eu esqueço. o catarro sou eu e as mulheres que desiludo no meu mundo de farsa e podridao sao a musica que eu ouço quando estou para me vir. o sexo que eu ja fiz nao se compara ao que quero fazer e as mulheres que eu amo hoje, amo-as, de facto, tanto como as de antigamente, em moldes diferentes, que ja nao sei faze-las sentirem-se especiais. em vez disso mato o que sinto com licores de atitudes, doentes, nojentos, cancerigenos, e com fumos nauseabundos, asfixiantes e incolores, que nem gases assassinos, que sao as palavras que digo a arrogancia daquilo que faço. mas sou só destruido, sem rumos que queria seguir, nem sitio onde queira ficar. sou so arrogante no seu expoente maximo, a doença de que sou vitima, sem desculpas nem pretextos. a desculpa miseravel, entao, pela humilhação da hipocrisia que sou. desculpa rupio.
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
dirty twentys have come to stay
os lounges vermelhos e os excessos, as mulheres sem limites e as regras cujo único fim é a excepção. instrumentos de cordas e alguns sopros soltos nos copos, e os colarinhos e os seus batons. aspecto de bistro e socialite sem decência dentro da decência aparente. os cigarros, entre hendrix e gelo e os lábios dentro dos vestidos. para exemplo fica lisboa no seu requinte escondido de olhares curiosos, onde só os curiosos têm lugar. jantares em restaurantes rascos onde a decepção era, no fundo, o que se queria por se saber não voltar, e passa a ser apenas uma lembrança, e essas são as que ficam. depois substituem-se os acordes por eletronicos diferentes e algumas nuances do que se pretende sentir como em 'doors', oferecidos por aquela dupla de vénus que seduz por seduzir. inevitáveis olhares e suplicios de paixão que se entendem a léguas sem se lhes dar importância, mas é mesmo assim. mais hendrix, mais noite, mais rir, excessos onde não existe meta, num conceito de 'gaivota' que não me permito clarificar por não poder ser claro o suficiente para quem não o é. mais charme, mais glamour, mais presença, mais ficar, menos consciente. mais confiante. o cais sodre no seu subliminar conceito atractivo, mulheres semi vestidas, copos semi bebidos, o inicio da noite com mais possibilidade, ficar para ver na hora de sair. exagero, honestamente bem vividas, noites, copos, sexo, musica, livros e intrigas.
luzes nocturnas
sinto o cheiro da relva molhada enquanto invisto o meu corpo ao dela, sem jogo, mas a linha foi montada. invento mil e uma maneiras de sair vencedor sem vitória anunciada. a tal casualidade que te faz sentir vitorioso, mas sem vencer. procuro o sabor da chuva na exaustão dos dois corpos sublimemente montados como se fosse apenas isso. não é apenas isso. renuncio, a partir de hoje, ao desperdício da ausência. fico mais um pouco, sentado, imóvel, quase fisicamente inexistente, ausente do resto, não quero sentir mais do que isto. quase perfeito penso, quase. não é. é então, e eu aproveito. vou voltar.
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
change someone else
A reflexao nao chega e eu morro por dentro, fico fodido comigo mesmo e paro para pensar, o mesmo erro outra vez. Repito as mesmas merdas todos os dias, tento fazer a mesma coisa mas só faço merda. Nao encontro onde ficar, muitos altos, muitos baixos, uma luz ao fundo do tunel sem fundo, nao entendo se existe alguma coisa para entender. Nao atendo quando existe um telefonema para atender, podia fazer de tudo e o que faço é o de nada, nao agradeço e nao desculpo se preciso de ser desculpado, erro por errar e morro por nao saber viver. A morte fascina-me o horror de estar vivo ainda mais, mas preciso. Vinhos, cigarros, licores mais quentes, conas mais quentes, mulheres mais macabras, homens.. para o caralho. Sei que me aguentam por nao terem outra hipotese, nem eu. Abandonei-me e odeio saber que sim, mas procuro-me e odeio-me por ter que o fazer, mas nao me encontro, mas, mas, mas... a expressao de outros dias transformou-se em sobriedade e consideram-me um conas, a raiva de outros dias transformou-se em conformidade e considero-me um conas, se calhar sou um conas. Se calhar nao sou, se calhar preciso de mim e estou a espera de chegar, se calhar que se foda o resto do mundo que acabei de chegar. Vinhos, mas. Cigarros, mas. Conas, mas. Gente, paixoes, a minha vida, mas. Ja nao encontro calma nas palavras, ja nao encontro palavras, ja nao encontro nada de nada, mas.
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
novocaine for the soul
dei por mim esgotado e sem sono. não consigo dormir, isto é um facto. não entendo porque. entendo o ter guardado para mim, não querer dar-me mais, preferir o anonimato. sempre gostei da ideia de amar alguém, apesar de não saber o significado, que nunca amei ninguém mais do que meia garrafa. os olhos carregados já não significam tristeza, o sofrimento é mais latente. as nuances de amor são irreversivelmente apenas isso, nuances, e amar é um verbo proseado em vão. um reflexo ou um eco, como tantos outros. algum tempo depois acabo por entrar neste transe que agora considero cíclico. ela faz-me lembrar a esmeralda, mas nem por isso ouso confundi-las, ou idolatra-la menos ou mais por esse facto. limito-me a entender que há um tipo de mulher que eu gosto, folgo em saber que não é apenas uma, e que não é uma qualquer. que seja vago ou cego e que mude tudo ou não mude nada, marca. apesar da fraca intensidade. por outro lado, não gosto menos de todas as possibilidades por gostar mais desta. cada uma à sua maneira deixaram um 'estive aqui' no meu caderno, e desta vez reconheço a caligrafia. é bom voltar a ver-te.
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
riding giants
sinto-me mais leve sentado numa mesa refundida. a leveza é, no entanto, demasiado sombria, demasiado carregada de sonhos que não cumpri. contraditório, quase incompreensivel, mas entendo-me de um ponto de vista derrotista e lunático. abro paginas de um livro que vou escrevendo ao sabor de ocasiões que não deveriam merecer atenção, quanto mais palavras, e ao mesmo tempo, quem sou eu para não merecer tal escárnio menor do que o das minhas palavras? não me deixo de hábitos que já considero menores, vícios que me amam tão pouco, enquanto os amo tanto a eles. egoísta e arrogante como me aceito, tenho noção da solidão e luto apenas por manter a lucidez. talvez um dia, se a perder, deixe que o mundo me encontre, mas agora prefiro sentir-me mal com isso. a minha leveza podre, os meus vícios confortantes, as minhas palavras sujas, o meu verão feliz e os invernos que não me apetece caracterizar. a melodia que ouço é doce e é triste, amarga, pouco coerente, é real. o nível mais fodido de todos nasce do amor, e o amor não morre, cala-se apenas.
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